Hesitei (como tenho sempre feito aqui desde um bom tempo) emitir qualquer opinião. E agora a respeito do episódio trágico da vereadora Marielle Franco. Isto porque o agito das turbas produz sempre aquele efeito de inércia para a burrice. Independente das linhas de investigação, é inevitável a repercussão quando se trata de uma persona de militância pública. Portanto, as comparações trarão generalizações que, embora tenham alguns aspectos verdadeiros, sempre pontuarão outros injustos e incompletos. Então separemos alhos de bugalhos! A repercussão interessa antes de tudo aos meios comunicação como produto. Embora a faça muitas vezes alinhados a vieses ideológicos, repercutir é seu dever para o bem ou para o mal. Com isto quero dizer que o que está em voga não é a repercussão, mas a exploração da mesma para fins político-ideológicos e, isto ainda não é a questão. Qual é, então, a questão? A exploração política é, em bom baianês, “escrota” e nauseante, qua...
Em junho deste ano alguns jornais online noticiaram que, um garoto de 10 anos foi morto em conflito com a polícia enquanto fugia, dirigindo o carro que acabara de assaltar. Agora, é a sua mãe quem acaba de ser presa, também, pelo crime de assalto. À época, esta mãe, em prantos, criticava a força policial e recebia forte apoio dos grupos de pressões de direitos humanos. É claro que o apoio de grupos de esquerdas ou progressistas, como gostam de serem chamados, tem no seu cerne o problema social sob a dicotomia vítima versus opressor . O que ao meu ver, é a forma mais preguiçosa que se tem quando se trata de temas de grande complexidade como são os de natureza social. Neste caso em específico, o discurso dicotômico cuida de revisar sua teoria: incluindo a mãe numa cronologia de perfil sociológico que comprove um mal hereditário, justificando assim, a tragédia e ignorando o fato de que o ato do assalto possa ser, meramente, uma ação deliberada e banal. Às ...
Aproxima-se o dia do Rock e descubro mais razões para comemorar com intensidade. Nesse trajeto de regresso as raízes, é que considero a minha apreciação pelo roquenrol quase em movimentos retilíneos de ida volta. Comecei pelo Guns N`Roses, namorando Led Zeplin, mas foi voltando que me encontrei com a The Velvet Underground (uma das bandas mais importantes para a origem do punk rock nos Estados Unidos) e, finalmente pude experimentar todas sensações que o Rock N' Roll em todas as suas dimensões vanguardistas e para o futuro. Sim, a Velvet Underground cruzou com as minhas experimentações do pensamento conservador no sentido de que reconhecer a máxima de Eclesiastes quanto a "nada haver de novo debaixo do sol", assim algumas sonoridades para mim antes estranhas e postuladas revolucionárias, em TVU encontraram sua matriz de starts e perfomances que o Rock incorporou, desde o Blues ao progressivo. Sim, a Velvet tem um viés conservador. As suas canções reconhecem ...
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