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Sobre o Medo de Amar

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Escrevi em um post no facebook que o amor é ônus que a nossa geração, medrosa e frouxa, reage com desprezo. E que esta reação é sintomática, pois revela o que a gente vive tentando esconder: o medo de amar. Ao fazê-lo, eu tinha em mente as notícias correntes sobre homens japoneses que têm preferido bonecas de cera à mulheres. E também das novas configurações de relacionamento familiar   denominadas de “coparentalidade” ¹; onde gerar um filho é objeto de suprimento da carência afetiva de adultos, pouco importando os desajustes que estes “filhos da projeção carente” venham sofrer num mundo muito bagunçado onde o medo de amar de seus pais são uvas verdes que embotaram os seus dentinhos de leite. Estamos acostumados como antagonistas do amor os parceiros egoísmo e orgulho. Estes dois sentimentos tão íntimos e indissociáveis à nossa humanidade, parecem ser os fantasmas assombradores da caridade— uma espécie de “espíritos zombeteiros”, como dizem os espíritas kardecistas. O...

Sobre Downton Abbey (Não contém spoilers):

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Finalmente encorajei-me a assistir o 'grand finale' de "Downton Abbey", a melhor série de todos os tempos. As lágrimas ainda estão frescas no rosto e o pequeno diálogo entre a Condessa Viúva e a Sra. Crawley no finalzinho no capítulo ecoam na minha mente: “- Faz-me rir como celebramos ao futuro todos os anos – o que quer que ele traga. - Mas ao que mais celebraremos? Estamos indo para o futuro, não de volta para o passado. - Se pudéssemos escolher!” Quem conhece o espírito de Violet, a Condessa Viúva de Grantham, sabe de seu apreço quase devoto pelas tradições e costumes que guiaram o 'modus vivendi' do povo inglês por tantos séculos; mas sabe também de sua maleabilidade para lidar com fatos, aqueles que não poderiam ser modificados nem pelo mais nobre dos preceitos.  Eu me identifico com essa faceta da Condessa: se pudesse, escolheria voltar. Não posso. O que me resta se não avançar? Aí está a diferença crucial entre o conservador e o reacio...

Retrato da juventude por uma conservadora

Durante os anos de 2008 e 2009 eu lecionei inglês na melhor escola pública de Uberlândia, a ESEBA – Escola de Educação Básica da Universidade Federal de Uberlândia.  Lecionei para alunos do 6º ao 9º ano e tive uma fantástica experiência profissional, já que a escola federal é muito diferente das estaduais ou municipais: há recursos, há estrutura, há apenas mestres e doutores na docência e o salário é bem acima da média. Foram dois anos intensos e felizes e eu mentiria se dissesse que não sinto saudades... Hoje – com muito susto – constato que meus pequeninos do 6º ano já são rapazes e moças fazendo faculdade. Todos na UFU, todos lindos, todos descolados e todos muito bem doutrinados... O discurso de esquerda está na ponta língua e eles o repetem dia após dia em seus perfis nas redes sociais, quase que como um mantra: “Empoderamento Feminino”, “Não à sociedade machista e patriarcal”, “Excelente afronta à ‘família tradicional’ brasileira”, “O corpo é meu!”, “Justiça Social”, “Di...

Blogueira decreta o fim da masculinidade

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Depois do beijo de "homem com H" no João Vicente de Castro chegou a vez de usar o vestido da mulher em festa de aniversário. É... Já não se fazem mais galãs como antigamente. Clark Gable se revira no túmulo ao saber sobre os novos representantes da classe (cujo comportamento esdrúxulo não se restringe aos brasileiros) e Francisco Cuoco deveria mostrar aos garotinhos como é ser macho. Preparem-se para o batom e o salto alto nos próximos capítulos, afinal, quem disse que eles não podem? É o fim da masculinidade. Por Priscilla Aydar: blogueira, é cristã, conservadora, escritora e louca por sapatos e por livros. Diz que não passa de uma mulher comum, daquelas que ainda sonha em deixar um Brasil melhor e mais livre para seus filhos e netos. Escreve em seu Pr(i)ideias

Notas da Pri

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Eu não passei a virada na praia e nem vestida de branco, mas pra simbolizar postei uma foto praiana com look total white . --------------------------------------- Na economia e na política 2016 não será um ano fácil, muito pelo contrário, estejamos preparados para fortes emoções, ventania de todos os lados, barcos afundando e cabeças rolando. Por outro lado, a crise pode ser também momento de reviravoltas {não sem grandes emoções}, barcos emergindo e ideias surgindo. Desejo que seja esse o lado que prevaleça pra você. ------------------------------------- Culturalmente não há perspectivas de melhora: mais marxismo cultural invadindo mentes e corações, mais feminismo nonsense e vitimista, mais militância idiotada disfarçada de luta contra o preconceito, mais multiculturalismo e politicamente correto imbecilizantes.... Pra vc eu desejo boas leituras, menos televisão e uma bela dose de bom senso - ajuda a fugir da manipulação mental acachapante - mas não há garantias... --...