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Sobre o Medo de Amar

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Escrevi em um post no facebook que o amor é ônus que a nossa geração, medrosa e frouxa, reage com desprezo. E que esta reação é sintomática, pois revela o que a gente vive tentando esconder: o medo de amar. Ao fazê-lo, eu tinha em mente as notícias correntes sobre homens japoneses que têm preferido bonecas de cera à mulheres. E também das novas configurações de relacionamento familiar   denominadas de “coparentalidade” ¹; onde gerar um filho é objeto de suprimento da carência afetiva de adultos, pouco importando os desajustes que estes “filhos da projeção carente” venham sofrer num mundo muito bagunçado onde o medo de amar de seus pais são uvas verdes que embotaram os seus dentinhos de leite. Estamos acostumados como antagonistas do amor os parceiros egoísmo e orgulho. Estes dois sentimentos tão íntimos e indissociáveis à nossa humanidade, parecem ser os fantasmas assombradores da caridade— uma espécie de “espíritos zombeteiros”, como dizem os espíritas kardecistas. O...

O Problema Social que me interessa

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Em junho deste ano alguns jornais online noticiaram que, um garoto de 10 anos  foi morto em conflito com a polícia enquanto fugia, dirigindo o carro que acabara de assaltar. Agora, é a sua mãe quem acaba de ser presa, também, pelo crime de assalto. À época, esta mãe, em prantos, criticava a força policial e recebia forte apoio dos grupos de pressões de direitos humanos.  É claro que o apoio de grupos de esquerdas ou progressistas, como gostam de serem chamados, tem no seu cerne o problema social sob a dicotomia vítima versus opressor . O que ao meu ver, é a forma mais preguiçosa que se tem quando se trata de temas de grande complexidade como são os de natureza social. Neste caso em específico, o discurso dicotômico cuida de revisar sua teoria: incluindo a mãe numa cronologia de perfil sociológico que comprove um mal hereditário, justificando assim, a tragédia e ignorando o fato de que o ato do assalto possa ser, meramente, uma ação deliberada e banal.   Às ...

Vencendo a tentação para me lançar nos braços da poesia

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Confesso que a minha tentação imediata é escrever sobre política. E só é tentação porque é fora do meu alvo. Não é o que me anima mais, muito embora  eu não consiga passar incólume diante de tantos acontecimentos à vista no cenário nacional. Mas, considerando que a semana que passou tivemos o Dia do Poeta e, todos que me acompanham sabem de meu amor pela poesia; resolvi dar uma notícia que, garanto, é melhor que  a da prisão de Eduardo Cunha.  Vamos P-o-e-t-i-z-a-r! SONETO DO RENASCIMENTO Renascer como semente e Absorver-se em plena vida -Tão forte seja, frágil ainda- Caminhar sob O olhar rente. Estar pleno, embora aqui. Rir de seus limites e ater No peito dolorido e dizer Da certeza: o gozo do porvir! Em parte, sem distração, O passo cadente em fé,   Entre o que foi e o que não é: A síntese da convicção! Sem tergiversar o amor Nascer, morrer...brotou. Por Fernando Lima

Deus, deuses, humanos e bichanos - o problema da linguagem

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Em Jó 22, versos 2 e 3 diz: Pode alguém ser útil a Deus?/Mesmo um sábio, pode ser-lhe de algum proveito?/ Que prazer você daria ao Todo-poderoso se você fosse justo?/ Que é que ele ganharia se os seus caminhos fossem irrepreensíveis? Muitas são as vertentes teológicas que justificam a ligação do homem com o Divino, com o Supremo ou com Deus. Seja o tronco dessa ligação monoteísta ou politeísta, em dado momento, tudo passa pelo crivo da experiência pessoal de seus fiéis ou cultuadores. É justamente essa passagem, ambígua , que esconde grandes mistérios, mas também revela graves limitações. Aliás, não é mesmo fácil conciliar coisas do Divino (atemporal, incondicional, imprevisível) com coisas humanas (temporais, condicionais e previsíveis). Neste sentido, talvez o politeísmo estivesse à frente do monoteísmo quando mistura deuses e homens na mesma relação, mas, não consegue escapar da crise de temperamento de seus deuses, como as pragas de Apolo e a lança de ...

Deus não está morto, e isto não é problema meu!

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Com tanta coisa acontecendo no Brasil, depois do ouro olímpico para a seleção masculina de futebol, lá estava eu assistindo um filme - motivado seja por que for - que me diz que “Deus não está morto”.  Seja também o título uma resposta a famosa frase do filósofo Nietzsche que diz o contrário ao afirmar que “Deus morreu”-  a verdade é que ao terminar de assistir, me dei conta de que foi mais um daqueles filmes que nós dizemos no final: “nossa, não fui bem na escolha”. O filme que me parecia no início esse jogo competitivo de lógicas em choque, era, na verdade, mais um daqueles enviesados para o público gospel no intuito de fazer prosélitos. E... Sabe...Nada me parece mais anacrônico e ultrapassado que as velhas discussões sobre Deus, coisas de sala de aula que alimenta vaidades sobre quem vence na quebra de braço, a teologia cristã ou a ciência?  A criação ou a evolução? Ora, os amigos que me conhecem e sabem de minha fé pública em Jesus, devem esta...

Sobre o mar da vida: Jesus, eu e você!

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Se Jesus tivesse convidado a Pedro, discípulo, para seu encontro no chão da praia, teria-se ao menos a certeza de que até Ele se chegaria são e salvo. Mas não, Jesus o convida a pisar onde os pés não tem firmeza. Aonde as duvidas são o pavimento. Onde os recursos exatos que constroem nossa segurança na vida podem falhar. Desde ontem, enquanto refletia sobre minhas capacidades e limitações, me veio esse entendimento ao coração assim como foi na minha devota adolescência: " Só dependendo de Deus é que se contará com os recursos dEle". Por Fernando Lima

O sentido do que fazemos

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Nada, consciente e inconsciente, inquieta mais a existência humana que a Vocação, pois esta representa quem somos e o que fazemos. O discípulo Pedro envia uma carta a varios cristãos dispersos chamando a atenção para este fato e, as afirmações que ele faz dos versos 1 a 25 de sua primeira epístola, dão luz a vocação a qual TODOS nós podemos estar a ela admitidos pela fé. Visto que tal admissão, sem fé, é impossível. Sem a fé só nos resta as agruras do  sucesso e as ilusões dos holofotes que refletem uma vida vazia e fútil, baseada na mera ostentação. Para tanto, Pedro evoca-nos a consciência de nossa vocação, e sobre sua natureza dizendo que ela é eterna, por causa de Jesus, é antes da fundação do mundo. É historificada através do testemunho dos profetas e do Verbo Encarnado; e sua perspectiva futura é de completude. Com essa síntese, temos algumas constatações: 1. A vocação pela fé nos chama a dar nome às coisas. A resignificar a existência. A andar sóbrio sobr...

Tudo é ressentimento: e agora?

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Idos de 2006. Li quase tudo de Nietzsche. Fui do abismo aos píncaros da dúvida. Senti o gosto da descrença e o enamoramento da fé. Só o compreendi quando me dei conta de que qualquer que seja o papel do indivíduo nesta vida, ele é sempre um ressentido, segundo Nietzsche. Daí a "vontade de potência" que é uma espécie (rebuscando eu em Freud) de sublimação do ressentimento em energia criativa para a vida. Tarefa esta que eu preferi fazê-la acompanhado da fé. Sim, pois só assim há descanso para alma que ao tentar fazer tudo só, esquece que o que se disse em Jó: "onde estavas tu quando eu fundava a terra? Se tens inteligência, faze-me saber!" Por Fernando Lima

A quem Busca algo novo debaixo do sol

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As terminologias cristãs estão desgastadas pelo uso abusivo e excessivo nas homilias ao longo dos séculos. Sejam as apregoadas pelo catolicismo, às refinadas pelos protestantes e ou as contemporâneas aberrações do meio evangélico. Qualquer discussão é mera discussão. Qualquer não- forma já é em si mesma uma forma propositiva. Qualquer tentativa de resignificar por alterações das palavras, dos termos, está fadada a alternativa de outro método inovado. Com outras caricaturas. Não tenho esperanças em ajuntamentos humanos. Tenho esperança nos que se juntam por causa das implicações do seguir a Cristo. Seguir a Cristo. Sim, segui-lo ultrapassa todas estas discursões. Diálogo com as religiões? É algo interessante e ideal, contudo, o que se faz são contratos politicamente corretos e pudicos para não serem maus mocinhos. A história está aí para provar. Eu acredito nas relações humanas. Relações que podem ser fortalecidas pelo que tiverem em comum. Digo, em comum. Não unân...

O que nos moverá em 2016. Ou: o paradoxo que nos oprime e nos liberta!

Eu poderia chamar de equilíbrio o que aqui chamo de paradoxo.  O problema é que ao fazê-lo, ignoro a natureza humana a altura de seu tempo – ou seja: vivemos tempos de polarizações. Isto posto, vale considerar que este ano nós brasileiros precisaremos de mais fibra, mais força e mais equilíbrio. Equilíbrio não é bem o nosso forte, ainda mais quando se trata das discussões em torno da Democracia; prefiro crer que o paradoxo de ver o Estado como promotor da felicidade e a imediata desilusão diante da realidade que cotidianamente nos acomete, reivindicando que sejamos mais protagonistas em razão da crise: será o que nos moverá no ano de 2016. Eis o diagnóstico: 1.        Os magnatas (empreiteiros/empresariado) beberão do seu próprio veneno pelo de fato de haverem vendido sua liberdade ao Estado; 2.        Os apaixonados ideologicamente pela Esquerda terão que viver a contradição de um governo eleito por eles co...

Guarde estas duas palavras: Fé e Confiança!

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Fé...   Andar pelo que se vê é mais fácil, a despeito das intempéries e descompassos da existência humana.   Quero ver é andar pela fé. Andar pela fé demanda antes de qualquer coisa confiança!   Confiar no sentido mais pleno da entrega.   O ego reclama, os instintos resistem e o indivíduo se vê angustiado na conceituação de quem ele é.   Angústia...   A angústia primitiva, habitante no ser humano mais consciente, é aquela que  Kierkegaard chamou em Conceito de Angústia de síntese, a saber: o encontro parcial da atemporalidade com a temporalidade do Ser.   Acerca desta síntese, o eclesiástico disse que "Deus fez tudo formoso ao seu tempo e também pôs a eternidade no coração do homem", afirmação sobre a qual se fundamentam nossas teologias.   Vida...   Paulo, o apóstolo, sob outros aspectos, aborda a existência como mísera efeméride, caso a esperança do ser humano se limite apena...