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Mostrando postagens com o rótulo Ressentimento

Alegria, prazer, felicidade e espiritualidade: uma busca no imediato!

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Diante do excesso de informações. Das muitas seduções do consumo e das múltiplas possibilidades de entretenimento e adrenalina, tudo parece estar em torno de nós e para nós. Mesmo assim, somos assaltados por uma falta de sentido existencial e que imediatamente cuidamos de reprimir ou abafar seu apelo. Outro dia escrevi aqui sobre esse momento de assalto da falta de sentido, pela melancolia, como esse grito para nos salvar do fútil. Reprimir esse grito no interior da casa, não garante que lá fora, pelos telhados do facebook não se ouçam o barulho confuso e ambíguo de nossas queixas. As "redes sociais" é o espaço que substituiu o velho e necessário divã psicanalítico. Entretanto, existem essenciais diferenças entre o divã e as redes sociais. É que no divã se tem o benefício do sigilo, enquanto nas redes sociais você confessa para o mundo inteiro. No divã existe a possibilidade do confronto para a verdade, nas redes se tem o conforto da mentira. No divã ex...

Tudo é ressentimento: e agora?

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Idos de 2006. Li quase tudo de Nietzsche. Fui do abismo aos píncaros da dúvida. Senti o gosto da descrença e o enamoramento da fé. Só o compreendi quando me dei conta de que qualquer que seja o papel do indivíduo nesta vida, ele é sempre um ressentido, segundo Nietzsche. Daí a "vontade de potência" que é uma espécie (rebuscando eu em Freud) de sublimação do ressentimento em energia criativa para a vida. Tarefa esta que eu preferi fazê-la acompanhado da fé. Sim, pois só assim há descanso para alma que ao tentar fazer tudo só, esquece que o que se disse em Jó: "onde estavas tu quando eu fundava a terra? Se tens inteligência, faze-me saber!" Por Fernando Lima