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Sobre o Medo de Amar

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Escrevi em um post no facebook que o amor é ônus que a nossa geração, medrosa e frouxa, reage com desprezo. E que esta reação é sintomática, pois revela o que a gente vive tentando esconder: o medo de amar. Ao fazê-lo, eu tinha em mente as notícias correntes sobre homens japoneses que têm preferido bonecas de cera à mulheres. E também das novas configurações de relacionamento familiar   denominadas de “coparentalidade” ¹; onde gerar um filho é objeto de suprimento da carência afetiva de adultos, pouco importando os desajustes que estes “filhos da projeção carente” venham sofrer num mundo muito bagunçado onde o medo de amar de seus pais são uvas verdes que embotaram os seus dentinhos de leite. Estamos acostumados como antagonistas do amor os parceiros egoísmo e orgulho. Estes dois sentimentos tão íntimos e indissociáveis à nossa humanidade, parecem ser os fantasmas assombradores da caridade— uma espécie de “espíritos zombeteiros”, como dizem os espíritas kardecistas. O...

Mulheres, façam um favor a sua liberdade: desempoderem-se do politicamente correto!

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Na semana passada uma entidade feminista solicitou a rede globo de televisão o direito de resposta a uma fala do Faustão, em seu programa, quando ele disse que “existem mulheres que gostam de viver apanhando de homem” – uma antífrase (umas das formas de ironia ao afirmar quando, na verdade, se discorda). A entidade entendeu que essa fala reforça o estereótipo machista sobre o qual elas combatem. Pois bem! Ouvi em algum lugar que se ironia fosse verde, teria muita gente comendo. E eis aí uma verdade: a ironia perdeu seu fim pedagógico na linguagem (tão bem usado entre os gregos) para o generalismo chato e burro do politicamente correto. Mais que isto: a ironia foi pervertida pelo politicamente correto. Transformou-se numa espécie de “transgressão do ordinário” que somente hipster´s são capazes de representar bem porque cultivam  a esquisitice e a quebra de tabus como se isto fosse o meritum causae da criatura evoluída: uma babaquice sem precedentes, digno de nota da ...

Sobre o caso da Bianca Toledo ( o abuso do filho e revelação sobre a dubiedade do marido):

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Sinto muito! No entanto, é triste constatar que não me é surpresa, já que vi casos bem mais bizarros. Sinto por ela, por seu filho e pelos seus mais chegados e oro para que ela tenha a energia dedicada a cuidar de si e de seu filho sem a cobrança de "salvar o seu ministério", visto que, na maioria das vezes, é assim. O cara ta todo quebrado. Moído. Mas tem que salvar um ministério. Tem que provar a legitimidade em nome da segurança das benesses que o tal "ministério" proporcionou. Realidade que só faz postergar decisões e maquiar dores. Desejo em Jesus que a Bianca se veja apenas como ela é, Nele que a ressuscitou. Que ela esteja cercada de gente sábia no amor. Oro por ela, assim como oro pelas dezenas que passaram por mim em circunstâncias parecidas e piores. E, finalmente, oro para que todos nós sejamos vigilantes ao poder supressor da moral religiosa, tão pudica quanto hipócrita.

Meu pai, amigo e pastor Severino -In Memorian

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Eu tinha 3 (três meses) de vida em 1984 quando se convertia ao Evangelho um jovem gerado de família simples e adotado pelo amor de outra família. Do alto de suas paixões,  o Evangelho fez nascer nele um desejo ardente por Cristo que resignificaria sua vida para sempre. Ele foi até a igreja portando arma de fogo e foi desarmado pelo fogo do Espírito que o convenceu do pecado, da justiça e do juízo. Tão avassaladora foi sua conversão, que no mesmo dia embrenhou-se nas matas adjacentes a cidade de Venturosa, no Agreste pernambucano, o que duraram noites adentro em intensa meditação das escrituras e oração. Ali se iniciava uma vida dedicada ao Reino.  Ele sempre foi o irmão Severino, que logo pela sua entrega a Causa, seria chamado Pastor Severino, cuja ordenação veio muito tempo depois de sua jornada. Fato pouco relevante para um homem cuja motivação sempre foi levar adiante o legado do Senhor Jesus sob muitas dores, traições, descompassos e intempéries da vida e a despeito de...