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Mostrando postagens com o rótulo Pensamento

Sobre o Medo de Amar

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Escrevi em um post no facebook que o amor é ônus que a nossa geração, medrosa e frouxa, reage com desprezo. E que esta reação é sintomática, pois revela o que a gente vive tentando esconder: o medo de amar. Ao fazê-lo, eu tinha em mente as notícias correntes sobre homens japoneses que têm preferido bonecas de cera à mulheres. E também das novas configurações de relacionamento familiar   denominadas de “coparentalidade” ¹; onde gerar um filho é objeto de suprimento da carência afetiva de adultos, pouco importando os desajustes que estes “filhos da projeção carente” venham sofrer num mundo muito bagunçado onde o medo de amar de seus pais são uvas verdes que embotaram os seus dentinhos de leite. Estamos acostumados como antagonistas do amor os parceiros egoísmo e orgulho. Estes dois sentimentos tão íntimos e indissociáveis à nossa humanidade, parecem ser os fantasmas assombradores da caridade— uma espécie de “espíritos zombeteiros”, como dizem os espíritas kardecistas. O...

A enquete de Fátima Bernardes é o espelho de nossa esquizofrenia social

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Em primeiro lugar, a pergunta, convenhamos, não é das mais inteligentes. Aliás, ela não é inteligente de forma nenhuma. Tem um viés sensacionalista [por isto haver se tornado polêmica] e, sobretudo, divorciado da verdade. Afinal, nossa carta magna, a constituição federal, garante  o socorro ao policial quanto ao traficante. Assim como o código de conduta médica, como ressaltou o médico cirurgião que participava do programa. A despeito disto, sinceramente, às opiniões não foram distantes do problema, embora sob o efeito manada que a pergunta em si produz; alguns optaram por escolher um lado do painel para que assim pudessem responder a idiota pergunta editorial. No entanto, o que me chama a atenção mesmo, é o barulho nas redes sociais. Aí, sim, você vê a imbecilidade ganhar reverbérios enormes e dissonantes. Não demorou para que alguns postassem o lado escolhido a fim de serem solidários a tão sucateada polícia brasileira. Ironicamente, um ou dois dias depois,...

Mulheres, façam um favor a sua liberdade: desempoderem-se do politicamente correto!

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Na semana passada uma entidade feminista solicitou a rede globo de televisão o direito de resposta a uma fala do Faustão, em seu programa, quando ele disse que “existem mulheres que gostam de viver apanhando de homem” – uma antífrase (umas das formas de ironia ao afirmar quando, na verdade, se discorda). A entidade entendeu que essa fala reforça o estereótipo machista sobre o qual elas combatem. Pois bem! Ouvi em algum lugar que se ironia fosse verde, teria muita gente comendo. E eis aí uma verdade: a ironia perdeu seu fim pedagógico na linguagem (tão bem usado entre os gregos) para o generalismo chato e burro do politicamente correto. Mais que isto: a ironia foi pervertida pelo politicamente correto. Transformou-se numa espécie de “transgressão do ordinário” que somente hipster´s são capazes de representar bem porque cultivam  a esquisitice e a quebra de tabus como se isto fosse o meritum causae da criatura evoluída: uma babaquice sem precedentes, digno de nota da ...

A fórmula do sucesso é não ter fórmula!

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Você não precisa apostar em frases prontas nem em mantras para alcançar a fórmula do sucesso! Aposte no foco. Concilie a leveza com a determinação. Isto é possível à medida que você tem o domínio sobre aquilo que te causa tensão. E o que te causa tensão? O que você chama de stress? Bem, acredito que não faltem razões, não é? Às tensões tem, pelo menos, duas naturezas: a consciente e a inconsciente. Até aqui, nada novo debaixo do sol, afinal, Freud explica. As tensões inconscientes geralmente estão vinculadas a inquietações existenciais, sobre a morte ou sobre como enfrentamos a vida. Enquanto que as conscientes, não divorciadas dos problemas existenciais, são, no entanto, objetivas, e; geralmente se ocupam com a abundância ou a falta dinheiro, status e um lugar ao sol. Então já que não podemos ter controle sobre tudo o que nos acontece interna e exteriormente, que tal sairmos, ao menos, de nosso piloto automático e enxergar as múltiplas possibilidades que...

A Reforma Protestante e a retórica destrutiva dos revolucionários

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Hoje é o dia da Reforma Protestante. Do século 16 para cá muitas coisas mudaram em todos os ambientes, mas especialmente no da teologia cristã. Não fosse a ruptura, o protestantismo nasce como um movimento sempre reformável dado a sua natureza dispersiva. Tão dispersiva no sentido de fragmentação teológica, que não se sabe mais se o que temos aí nos novos fenômenos – como o neopentecostal por exemplo- seja algo a que se possa vincular as origens do protestantismo.  Porém, nada é mais retórico e politicamente correto que aqueles que pregam uma revolução como sendo algo de maior valia sobre a reforma, como se ela, a reforma, nada houvesse contribuído para a civilização. Embora ela tenha contribuído muito, não só na economia, força de mercado e culturas populares, mas também na construção de novas linhas de pensamento.   Não acredito em revoluções que não respeitem boas tradições. Revoluções que não tratam às tradições em seu devido lugar, querem um protagonismo qu...

Que remédio social você anda tomando?

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Vivemos tempos muito complexos. Seja no ambiente político, religioso ou mesmo na secularidade. Nos dois primeiros, os sintomas são bem mais fáceis de identificar por serem mais previsíveis, enquanto que na secularidade, tudo fica mais obscuro, porque reúne elementos da política e da religião, seja negando ou afirmando, mas tudo em torno de uma aspiração ideológica. E leia-se aqui secularidade não a stricto sensu, mas no sentido do que é fora dos ambientes político e religioso. A despeito da distinção dos sintomas, os três ambientes se imiscuem na construção de nossa cultura e valores. E é exatamente por se imiscuírem com todas as nuances, perspectivas, negações, afirmações, construções teóricas etc., que se constitui a complexidade.  Ou seja: o homem social busca na política o ideal de felicidade, à semelhança do religioso na religião, assim como o agnóstico ou ateu no ceticismo e na descrença. No final, todos buscam uma solução mesmo que seja através da negação dela...

A tensão pecador versus santo e nossa paranoia: um paralelo do filme Perfume e o Cristianismo

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“ O perfume: a história de um assassino” é o livro que foi adaptado à superprodução do diretor alemão Tom Tykwer no filme “Perfume: a história de um assassino”. O filme que narra à dramática história de vida do personagem Jean Baptiste Grenouille, jovem filho de uma feirante, na idade média, que o abandonara junto a restos de peixes e que carrega consigo um dom natural que o habilita a uma mega capacidade olfativa, possibilitando-o  sentir todos os possíveis cheiros do mundo. O filme mostra a saga do jovem Baptiste em perseguir todos os cheiros e explorá-los, aliado à sua ambição de encontrar aquela nota da essência mais profunda. E que Baptiste a reconhece depois de observar uma linda jovem em sua plena beleza natural. O desfecho rico de detalhes (e claro que eu vou poupa-los deles) apresenta às evidências da essência da natureza humana, quando reunidas todas às notas [essências], ele consegue compor um perfume cuja essência principal exala o poder, a fama, a sens...

Contribua com a humanidade: faça do limão uma limonada!

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Contribuir com a humanidade parece ser o destino de todo o ser humano na terra. E só poderá fazê-lo à medida que sua consciência a respeito seja forjada através do conhecimento, tal como nos é dado através dos séculos: sistematizado e evoluído didaticamente. Penso que a grande frustração está no percurso dessa conscientização. São vários os fatores, aspectos e perspectivas que justificariam os acidentes ou à privação de um indivíduo a esta consciência. Aliás, são dessas justificativas que nasceram os olhares que posicionam o ser humano como um indivíduo responsável por seus atos ou o insere num grupo onde às privações a esta consciência – de contribuir com a humanidade-  seria culpa de uma coletividade moldadora. Afinal, ao falar desses olhares, posso referir o filósofo Stuart Mill que alçou o ser humano a sua individualidade e, não sem menos paixão e Inteligência, outro, o filosofo e sociólogo Karl Marx, que o alçou a coletividade. Acho que contribuir com a hu...

Alegria, prazer, felicidade e espiritualidade: uma busca no imediato!

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Diante do excesso de informações. Das muitas seduções do consumo e das múltiplas possibilidades de entretenimento e adrenalina, tudo parece estar em torno de nós e para nós. Mesmo assim, somos assaltados por uma falta de sentido existencial e que imediatamente cuidamos de reprimir ou abafar seu apelo. Outro dia escrevi aqui sobre esse momento de assalto da falta de sentido, pela melancolia, como esse grito para nos salvar do fútil. Reprimir esse grito no interior da casa, não garante que lá fora, pelos telhados do facebook não se ouçam o barulho confuso e ambíguo de nossas queixas. As "redes sociais" é o espaço que substituiu o velho e necessário divã psicanalítico. Entretanto, existem essenciais diferenças entre o divã e as redes sociais. É que no divã se tem o benefício do sigilo, enquanto nas redes sociais você confessa para o mundo inteiro. No divã existe a possibilidade do confronto para a verdade, nas redes se tem o conforto da mentira. No divã ex...

Deus, deuses, humanos e bichanos - o problema da linguagem

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Em Jó 22, versos 2 e 3 diz: Pode alguém ser útil a Deus?/Mesmo um sábio, pode ser-lhe de algum proveito?/ Que prazer você daria ao Todo-poderoso se você fosse justo?/ Que é que ele ganharia se os seus caminhos fossem irrepreensíveis? Muitas são as vertentes teológicas que justificam a ligação do homem com o Divino, com o Supremo ou com Deus. Seja o tronco dessa ligação monoteísta ou politeísta, em dado momento, tudo passa pelo crivo da experiência pessoal de seus fiéis ou cultuadores. É justamente essa passagem, ambígua , que esconde grandes mistérios, mas também revela graves limitações. Aliás, não é mesmo fácil conciliar coisas do Divino (atemporal, incondicional, imprevisível) com coisas humanas (temporais, condicionais e previsíveis). Neste sentido, talvez o politeísmo estivesse à frente do monoteísmo quando mistura deuses e homens na mesma relação, mas, não consegue escapar da crise de temperamento de seus deuses, como as pragas de Apolo e a lança de ...

Deus não está morto, e isto não é problema meu!

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Com tanta coisa acontecendo no Brasil, depois do ouro olímpico para a seleção masculina de futebol, lá estava eu assistindo um filme - motivado seja por que for - que me diz que “Deus não está morto”.  Seja também o título uma resposta a famosa frase do filósofo Nietzsche que diz o contrário ao afirmar que “Deus morreu”-  a verdade é que ao terminar de assistir, me dei conta de que foi mais um daqueles filmes que nós dizemos no final: “nossa, não fui bem na escolha”. O filme que me parecia no início esse jogo competitivo de lógicas em choque, era, na verdade, mais um daqueles enviesados para o público gospel no intuito de fazer prosélitos. E... Sabe...Nada me parece mais anacrônico e ultrapassado que as velhas discussões sobre Deus, coisas de sala de aula que alimenta vaidades sobre quem vence na quebra de braço, a teologia cristã ou a ciência?  A criação ou a evolução? Ora, os amigos que me conhecem e sabem de minha fé pública em Jesus, devem esta...

Positivismo e melancolia: a síntese de todos nós

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Positivismo sem melancolia é como lamber a manteiga do pão, desprezando todo o resto por aquele sabor imediato. Entenda aqui a melancolia como aquela reflexão involuntária tanto quanto inevitável diante das contradições e ambiguidades da vida. A melancolia é quem nos salva do fútil. É quem nos sinaliza a efemeridade da vida; é quem grita para nós todo dia nossa transitoriedade. Já o positivismo é aqui entendido como conceito plástico de mentalização e performance. Não é o mesmo do filósofo francês Comte (séc XIX) que inspirou o contraditório lema de nossa bandeira. Sabe aqueles conceitos "quânticos" de construção da realidade aplicada a técnicas de venda e vendidos como receita para felicidade? Sabe aqueles "dez passos para o sucesso" reciclados em milhões de livros de autoajuda? Não. Não nego a natureza da positividade, como qualidade do que é atitude positiva, otimista (embora otimismo seja outra palavra reciclada pelo positivismo), como sendo um...

Sobre o Ideal de Piedade Cristã

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Alguém me perguntaria se não é contraditório quando falo que sou uma decepção ao “ ideal de piedade cristã” ao passo que convido a andar comigo na senda do Evangelho. Pois bem, estou dizendo que mais que contraditório: eles são antagônicos! Quando falo sobre o “ideal de piedade cristã”, estou me referindo a moral religiosa perpetrada ao longo dos séculos, que maculou e feriu a dignidade de milhares de pessoas, sobretudo MULHERES sobre a ins ígnia dos dogmas, encíclicas papais, postulados, livros, recomendações episcopais e regulamentos institucionais em nome da “santa fé” que reprimiu a sexualidade, criando e reproduzindo os tabus oriundos do paganismo e que estão vigentes até os dias atuais. Ao longo de minha jornada, vi o “ideal de piedade cristã” matar quatro amigos meus que cometeram suicídio para evitarem o escárnio público que sofreriam ao assumirem suas condições homoafetivas. Dos quatro, um deles era pastor. Vi o “ideal de piedade cristã” se tornar minha mai...

Sobre o mar da vida: Jesus, eu e você!

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Se Jesus tivesse convidado a Pedro, discípulo, para seu encontro no chão da praia, teria-se ao menos a certeza de que até Ele se chegaria são e salvo. Mas não, Jesus o convida a pisar onde os pés não tem firmeza. Aonde as duvidas são o pavimento. Onde os recursos exatos que constroem nossa segurança na vida podem falhar. Desde ontem, enquanto refletia sobre minhas capacidades e limitações, me veio esse entendimento ao coração assim como foi na minha devota adolescência: " Só dependendo de Deus é que se contará com os recursos dEle". Por Fernando Lima

O sentido do que fazemos

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Nada, consciente e inconsciente, inquieta mais a existência humana que a Vocação, pois esta representa quem somos e o que fazemos. O discípulo Pedro envia uma carta a varios cristãos dispersos chamando a atenção para este fato e, as afirmações que ele faz dos versos 1 a 25 de sua primeira epístola, dão luz a vocação a qual TODOS nós podemos estar a ela admitidos pela fé. Visto que tal admissão, sem fé, é impossível. Sem a fé só nos resta as agruras do  sucesso e as ilusões dos holofotes que refletem uma vida vazia e fútil, baseada na mera ostentação. Para tanto, Pedro evoca-nos a consciência de nossa vocação, e sobre sua natureza dizendo que ela é eterna, por causa de Jesus, é antes da fundação do mundo. É historificada através do testemunho dos profetas e do Verbo Encarnado; e sua perspectiva futura é de completude. Com essa síntese, temos algumas constatações: 1. A vocação pela fé nos chama a dar nome às coisas. A resignificar a existência. A andar sóbrio sobr...

O Tempo e a coerência

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O TEMPO é como um velho e instruído escriba que tira de seus pergaminhos leituras novas e velhas e mostra o quanto somos coerentes ou não. Coerência não é para ser cobrada. É para ser vivida e, para tanto, é necessário que o indivíduo  conheça a si mesmo; e saiba quais as motivações que o conduzem e o que está por trás de suas mais "puras" intenções. Precisamos rever nossas convicções. Elas dizem muito do que somos. Não tenhamos medo de abrir mão, desapegar ou se necessário for, perder por causa da consciência. Lá na frente, isso será o nosso quinhão na vida. Fernando Lima.

Sobre Downton Abbey (Não contém spoilers):

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Finalmente encorajei-me a assistir o 'grand finale' de "Downton Abbey", a melhor série de todos os tempos. As lágrimas ainda estão frescas no rosto e o pequeno diálogo entre a Condessa Viúva e a Sra. Crawley no finalzinho no capítulo ecoam na minha mente: “- Faz-me rir como celebramos ao futuro todos os anos – o que quer que ele traga. - Mas ao que mais celebraremos? Estamos indo para o futuro, não de volta para o passado. - Se pudéssemos escolher!” Quem conhece o espírito de Violet, a Condessa Viúva de Grantham, sabe de seu apreço quase devoto pelas tradições e costumes que guiaram o 'modus vivendi' do povo inglês por tantos séculos; mas sabe também de sua maleabilidade para lidar com fatos, aqueles que não poderiam ser modificados nem pelo mais nobre dos preceitos.  Eu me identifico com essa faceta da Condessa: se pudesse, escolheria voltar. Não posso. O que me resta se não avançar? Aí está a diferença crucial entre o conservador e o reacio...

Brasil do amanhã

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Um país cuja cultura  em si fomenta o ócio, a presunção sobre o que não é propriedade; que inclui na cultura o "não-pensar"; que cultua a preguiça velada sob a leveza; que consagra a necessidade ao invés da capacidade - este país está fadado a violência autofágica.  Seus filhos serão mais inúteis e violentos. Suas gerações mais subservientes e manipuladas; sua educação apenas um lema e um discurso de palanque.  Os sintomas são universais, mas este país é o Brasil. Fernando Lima

Tudo é ressentimento: e agora?

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Idos de 2006. Li quase tudo de Nietzsche. Fui do abismo aos píncaros da dúvida. Senti o gosto da descrença e o enamoramento da fé. Só o compreendi quando me dei conta de que qualquer que seja o papel do indivíduo nesta vida, ele é sempre um ressentido, segundo Nietzsche. Daí a "vontade de potência" que é uma espécie (rebuscando eu em Freud) de sublimação do ressentimento em energia criativa para a vida. Tarefa esta que eu preferi fazê-la acompanhado da fé. Sim, pois só assim há descanso para alma que ao tentar fazer tudo só, esquece que o que se disse em Jó: "onde estavas tu quando eu fundava a terra? Se tens inteligência, faze-me saber!" Por Fernando Lima

O Brasil do busão grátis e da Esquerda

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Duas falas que, para mim, marcaram a semana:  A primeira foi a da propaganda do PC do B , quando disse: " acreditamos numa NOVA sociedade. Acreditamos no socialismo!" - Pasmem! A segunda foi a de um estudante que protestava contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo: "só querem o lucro e nada de transporte livre para o povo ".  Com essas duas falas me dou por contente: o Brasil não tem jeito! Quem lê entenda! Por Fernando Lima